MERCADO BRANDO

Perdas catastróficas foram baixas no primeiro semestre

Segundo Swiss Re, perdas seguradas foram de US$ 23 bilhões, contra US$ 36 bilhões no mesmo período do ano passado

17/08/2017 – 13:17
Atualizado em 15/09/2017 – 10:33

O mercado de seguros sofreu um impacto bastante moderado de eventos catastróficos no primeiro semestre, de acordo com estimativas da Swiss Re.

Segundo levantamento preliminar da resseguradora, as perdas econômicas causadas por eventos catastróficos de janeiro a junho chegaram a US$ 44 bilhões (R$ 139,3 bilhões).

Deste total, US$ 23 bilhões (R$ 72,7 bilhões) estavam cobertos por seguro.

São números bastante inferiores ao da média histórica registrada pela Swiss Re, que chega a US$ 120 bilhões em perdas econômicas, e US$ 33 bilhões em perdas seguradas.

Esses números devem tornar ainda mais improvável que chegue ao fim, no curto prazo, o atual mercado brando, em que os preços já caíram por 17 trimestres consecutivos, segundo a corretora Marsh.

2016 foi pior

No ano passado, as perdas catastróficas também foram muito maiores do que no primeiro semestre de 2017, chegando a US$ 117 bilhões de prejuízos econômicos, com US$ 36 bilhões cobertos por seguros.

A queda foi de 62% nas perdas econômicas, e 38% naquelas que foram absorvidas pelo mercado segurador.

Por outro lado, o número de vítimas mortais em eventos catastróficos foi bastante similar ao dos seis primeiros meses de 2016.

Ao todo, 4.400 pessoas morreram em decorrência de furacões, tempestades e outros desastres de janeiro a junho, contra 4.800 no mesmo período do ano passado.

A Swiss Re observa, porém, que este número pode aumentar uma vez que sejam computadas as mortes ocorridas durante a onda de calor que atingiu a Europa no mês de junho.

Os eventos

As maiores perda do primeiro semestre foram causadas por tempestades nos Estados Unidos.

Quatro eventos do tipo que ocorreram entre fevereiro e maio geraram perdas de mais de US$ 1 bilhão cada.

A maior de todas aconteceu no estado de Colorado. Ela foi acompanhada de fortes ventos e queda de granizo, gerando perdas econômicas de US$ 2,9 bilhões, e seguradas, de US$ 1,9 bilhão.

No total, uma série de tempestades americanas causou perdas de US$ 16 bilhões para o mercado de seguros.

Fora dos Estados Unidos, o evento mais caro foi o ciclone Debbie, de categoria 4, que gerou sinistros no valor de US$ 1,3 bilhão.

Em 2016, houve no primeiro semestre vários grandes eventos, incluindo fortes terremotos no Equador e no Japão e o gigantesco incêndio florestal de Fort McMurray, no Canadá.