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Crescimento é destaque na AXA, XL, Austral e Sompo em 2016

Levantamento mostra variação de prêmios entre as 20 maiores seguradoras corporativas; Itaú Seguros, AIG e Aliança do Brasil apresentaram queda

28/02/2017 – 08:59
Atualizado em 06/04/2017 – 07:05

Graças à aquisição da área de grandes riscos da Sul América, a AXA Corporate Solutions fechou 2016 com um volume de prêmios 775% maior do que no ano anterior, tornando-se assim a 20ª maior seguradora do Brasil.

Com isso, a empresa francesa foi a que mais cresceu na área de produtos para clientes empresariais em 2016, entre as 20 maiores do setor.

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Em termos de crescimento orgânico, porém, os destaques do ano entre as top 20 foram a XL, cujo volume de prêmios de seguros aumentou 67% em 2016, e a Austral, cujo aumentou chegou a 38,4%.

Já a Sompo, antiga Yasuda, foi a empresa que mais registrou crescimento de prêmios entre as cinco líderes do ranking, com um aumento de 36,46%, que a fez superar o patamar de R$ 1 bilhão em prêmios de seguros nas 38 linhas de seguros para empresas analisadas pela RSB a partir de dados da Susep.

No outro extremo da tabela entre as top 20 aparecem a Itaú Seguros, a AIG e a Aliança do Brasil, cujos prêmios caíram 25,3%, 15,3% e 13,1%, respectivamente.

As companhias cujo negócio cresceu mais rápido foram duas empresas de pequena presença no setor: a Previsul, cujos prêmios aumentaram em mais de 4.000%, e a Investprev, em que o crescimento chegou a 495%.

AXA CS

A absorção do portfólio da Sul América Seguros levou os seguros corporativos da AXA a R$ 252,6 milhões em prêmios, nos 38 segmentos pesquisados.

Em 2016, a AXA CS aumentou sua presença consideravelmente em ramos como Riscos Nomeados e Operacionais, passando de de R$ 2,2 milhões em prêmios de seguros para R$ 71,8 milhões, RC Transporte Rodoviário de Carga, de R$ 6,2 milhões para R$ 29,8 milhões, e Marítimos (cascos), de R$ 4,4 milhões para R$ 54,3 milhões.

A maior parte do crescimento sem dúvida se deve à transferência do negócio da Sul América, cujo volume de prêmios nos segmentos analisados caiu em R$ 176,4 milhões no ano passado.

Mas a AXA CS também obteve importante crescimento orgânico, já que reportou um aumento total de prêmios de R$ 224,1 milhões.

Curiosamente, outra unidade do Grupo AXA, a AXA Seguros, apresentou um crescimento de 168% em seu volume de prêmios de seguros corporativos, chegando a R$ 216,1 milhões. Se os prêmios das empresas forem combinados, o grupo francês ocuparia a décima colocação do ranking.

XL

A XL fechou o ano com R$ 267,5 milhões de prêmios, o 18º maior portfólio no ranking da RSB.

Os ramos que mais impulsionaram seu crescimento foram Riscos Nomeados e Operacionais, que mais do que dobraram para atingir R$ 48,6 milhões, RC Geral, que passou de R$ 14,1 milhões para R$ 38 milhões, e Transporte Nacional, que aumentou em R$ 20 milhões para chegar a R$ 50 milhões.

A empresa também apresentou notável crescimento em áreas como Riscos de Engenharia (de R$ 1,9 milhão para R$ 10,8 milhões), D&O (de R$ 13,2 milhões para R$ 18,1 milhões) e RC Profissional (de R$ 3,1 milhões para R$ 7,2 milhões), além das linhas de Transporte.

Em seu balanço anual, a XL reportou um prejuízo de R$ 19 milhões em suas operações no Brasil devido de uma alta da sinistralidade, que fechou o ano em 82% nas linhas pesquisadas.

Austral

O braço segurador da resseguradora fluminense conseguiu aumentar seu negócio especialmente graças aos segmentos de Riscos de Petróleo e Garantia.

No primeiro, o volume de prêmios de seguros passou de R$ 70,3 milhões para R$ 103,1 milhões.

Já nas coberturas de garantia em que o segurado é o setor público, a Austral acrescentou quase R$ 50 milhões em prêmios no período de um ano, chegando a R$ 136,6 milhões.

Com R$ 270,8 milhões em prêmios de seguros no final de 2016, a empresa chegou ao 17º lugar no ranking.

HDI

Por sua vez, a HDI Global reportou prêmios 71% maiores em 2016, mas grande parte do crescimento está relacionado à reorganização do negócio da HDI no país após a recente criação de sua unidade especializada em riscos de empresas.

Sinal disso é que o volume de prêmios empresariais da outra unidade do grupo no Brasil, a HDI Seguros, caiu 69% nos ramos pesquisados. Computando os prêmios das duas unidades, a variação de 2016 para 2015 foi de 1%.

A reorganização da empresa fez com que a HDI Global acumulasse um importante portfólio em áreas como Riscos Nomeados e Operacionais (R$ 134,8 milhões em prêmios de seguros), RC Geral (R$ 48,8 milhões) e Transporte Nacional e Internacional (mais de R$ 52 milhões nas duas linhas).

Em seu relatório anual, a HDI Global reportou um lucro de R$ 2,2 milhões em 2016, contra um prejuízo de R$ 7,8 milhões no ano anterior.

Sompo

Por sua vez, a Sompo obteve grande parte de seu crescimento graças ao bom desempenho do segmento de Riscos Nomeados e Operacionais, onde os prêmios de seguros passaram de R$ 90 milhões para R$ 175,6 milhões.

Também se destacaras os Riscos de Petróleo, onde a companhia tinha R$ 4,2 milhões de prêmios ao final de 2015, mas chegou a R$ 79,9 milhões no ano passado.

Em Riscos de Engenharia, os prêmios quase dobraram, chegando a R$ 30,4 milhões, e a empresa também registrou crescimento significativo em vários ramos de transportes.

Quem mais cresceu

A empresa que mais apresentou crescimento em 2016 foi a Previsul, uma unidade da Caixa Seguradora especializada em seguros para famílias e pequenas e médias empresas.

O volume de prêmios entre os ramos pesquisados cresceu mais de 4.000% em um ano, totalmente concentrado no segmento de Crédito Interno, em que a Previsul fechou o ano com mais de R$ 14,4 milhões em prêmios, ocupando a 50ª posição no ranking da RSB.

A Caixa Seguradora pertence à CNP Assurances e à Caixa Econômica Federal. O grupo francês detém 51% do capital da empresa. A própria Caixa Seguradora apresentou um crescimento de 2,33% no volume de prêmios em 2015 nos ramos de seguro para empresas.

Já a Investprev quase sextuplicou suas atividades de seguros empresariais graças ao forte crescimento registrado em segmentos de transportes, em que os prêmios passaram de R$ 9,2 milhões para mais de R$ 59 milhões em um ano. A linha de RC Facultativo para Ônibus foi o grande destaque da empresa, que fechou o ano na 36ª colocação no ranking.

As que encolheram

A redução do portfólio da Itaú Seguros se deu principalmente na área de Crédito Interno, onde o volume de prêmios caiu de R$ 151 milhões para R$ 63,2 milhões.

Já no caso da AIG, a principal queda ocorreu em Riscos de Engenharia: de R$ 45,9 milhões de prêmios em 2015 para R$ 1,4 milhão em 2016. O portfólio da empresa também caiu significativamente em RC Geral (de R$ 67,9 milhões para R$ 35,3 milhões) e Riscos Nomeados e Operacionais (de R$ 70,3 milhões para R$ 60,8 milhões).

A Aliança do Brasil, que faz parte do grupo BB Mapfre, apresentou quedas de prêmios significativas em Compreensivo Empresarial, Riscos Diversos, Crédito Interno e Marítimos (cascos).

Fora do grupo das 20 maiores, vale ressaltar a queda no volume de prêmios observada pela Generali. Nas 38 linhas selecionadas, a redução foi de quase 77%.

As principais linhas a encolherem na empresa italiana foram os segmentos de Transportes. Os seguros compreensivos empresariais também tiveram queda significativa.