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2017 acaba com R$ 1 trilhão em perdas catastróficas

Estimativa é da Swiss Re, segundo a qual custo para o mercado de seguros, US$ 136 bi, é o terceiro maior já registrado

22/12/2017 – 07:27
Atualizado em 04/01/2018 – 18:05

Os prejuízos causados por catástrofes, naturais ou humanas, chegaram a US$ 306 bilhões, ou R$ 1,01 trilhão, em 2017, de acordo com a resseguradora Swiss Re.

Relatório preliminar sobre os eventos catastróficos do ano que acaba também afirma que as perdas seguradas atingiram US$ 188 bilhões (R$ 621 bilhões), o terceiro valor mais alto já registrado.

O elevado volume de perdas catastróficas contrasta com a performance dos últimos últimos dez anos, em que a média das perdas econômicas atingiram US$ 190 bilhões.

A disparidade é ainda maior no que diz respeito às perdas cobertas pelo mercado de seguros. O número de 2017 é 134% superior à média da última década, que foi de US$ 58 bilhões.

O valor final do ano pode ser na verdade ainda maior, uma vez que os incêndios florestais no estado americano da Califórnia continuam em pleno vigor.

Furacões

As principais causas das fortes perdas registradas neste ano foram os furacões que atingiram os Estados Unidos e o Caribe no terceiro trimestre.

A Swiss Re estima que Harvey, Irma e Maria, agora referidos em conjunto no mercado como HIM, causaram quase US$ 93 bilhões em destruição coberta pelo mercado de seguros.

O valor é o segundo mais alto já registrado, perdendo apenas para 2005, quando as causadas pelos furacões Katrina, Rita e Wilma se aproximaram de US$ 120 bilhões.

No período intermediário entre essas duas temporadas, os Estados Unidos, país mais afetado por elas, viveu uma época de relativa calma em termos de furacões, notou Kurt Karl, o economista-chefe da Swiss Re.

“Houve um significativo aumento no número de pessoas que vivem em novas casas em comunidades costeiras desde o Katrina”, afirmou Karl.

“Portanto, agora, quando um furacão acontece, o potencial de perdas em alguns lugares é muito maior do que era anteriormente.”

Mais desastres

Os Estados Unidos, maior mercado segurador do mundo, também foi alvo em 2017 de cinco grandes tempestades que causaram perdas superiores a US$ 1 bilhão cada.

Uma delas, no estado do Colorado, durou quatro dias e causou perdas agregadas de US$ 2,8 bilhões, US$ 2,5 bilhões das quais estavam seguradas.

Os incêndios florestais também deixaram sua marca, com vários grandes eventos ocorrendo na Califórnia e causando perdas de ao menos US$ 7,3 bilhões. Valor que segue em alta na medida em que algumas conflagrações ainda não foram totalmente encerradas.

A Europa também viu grandes incêndios florestais, especialmente em Portugal e an Espanha, embora as perdas seguradas sejam menos significativas nesses casos.

No México, dois fortes terremotos nos estados de Tehuantepec e Puebla deixaram mais de US$ 2 bilhões em perdas para o mercado de seguros.

Inundações na Austrália e no sul da Ásia também colaboraram para o malfadado recorde de 2017.

A Swiss Re também estima que cerca de 11 mil pessoas morreram em decorrência de eventos catastróficos no ano que termina.